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Desde a década de 50, o Carnaval se caracterizava em Taquaritinga pelo corso que descia pela Rua Campos Salles, no centro da cidade. Depois do desfile dos blocos, as pessoas iam para os salões do Clube Imperial, do Nipo Clube e do Grêmio Recreativo Henrique Dias. A partir de 1974, o "Batata Doce" passou a ser um dos blocos que se apresentavam durante os festejos carnavalescos, utilizando como identificação a cor roxa, que mais tarde foi combinada com o branco.
Em 1983, mais de três décadas após a criação do trio elétrico na Bahia, integrantes do Bloco "Batata Doce" decidiram criar o seu próprio trio elétrico - uma "perua" com caixas de som em cima. Colocada na esquina das ruas Campos Salles e Marechal Deodoro, perto do Clube Imperial, a idéia entusiasmou as pessoas que não podiam brincar o Carnaval nos salões e foram pular em torno daquele veículo, popularizando a festa e a diversão.
A cada ano que passava, o trio elétrico do "Batata Doce" arregimentava mais simpatizantes. Em 1989, a Prefeitura deixou de patrocinar o corso carnavalesco e, sem a ajuda municipal, a maioria dos blocos deixou de desfilar. O Batata Doce e seu trio elétrico, chamado de "Batatão", passaram a ser a grande atração do Carnaval taquaritinguense desde então.
Passado alguns anos, a prefeitura voltou a patrocinar parcialmente o corso, retomando toda a grandeza do desfile, e também passou a manter o Trio Elétrico Batatão, aumentando gradualmente sua potência e melhorando a qualidade dos seus equipamentos. Apesar de ainda existir as festas nos salões dos clubes e o desfile de rua ter sido retomado, o grande ápice do carnaval em Taquaritinga é a festa promovida pelo Trio Elétrico Batatão, que continua sendo colocado no cruzamento das ruas Campos Salles e Marechal Deodoro.
Atualmente, cerca de 20 mil pessoas brincam o carnaval toda noite, com picos de 22 mil nos dias de maior concentração. O espaço do Trio Elétrico Batatão possui toda a infra-estrutura, com banheiros, alimentação e segurança, permitindo que pessoas de todas as idades possam desfrutar da festa, que é gratuita.
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